'> Goulash húngaro: a páprica como protagonista - Pimentoteca

O goulash é a prova de que pimenta não precisa arder pra dominar um prato. A cozinha húngara construiu sua identidade em torno da páprica — pimenta seca e moída — e o goulash é seu monumento: um ensopado cor de pôr do sol, reconfortante e profundo.

Páprica não é tudo igual

Aqui mora o segredo. A Hungria tem GRAUS de páprica, e escolher errado muda o prato:

  • Édesnemes (doce nobre): a mais comum, doce e vibrante — a base do goulash.
  • Csípős (picante): traz o ardor, usada em pequena quantidade junto com a doce.
  • Füstölt (defumada): a de fundo esfumaçado.

A páprica é, no fim, pimenta desidratada e moída — o mesmo processo do nosso pó de pimenta caseiro, só que de variedades doces.

Receita tradicional (4 pessoas)

  • 800 g de acém ou músculo em cubos grandes
  • 3 cebolas grandes picadas (quase tanta cebola quanto carne — não economize)
  • 3 colheres (sopa) de páprica doce + 1 colher (chá) de picante
  • 2 tomates, 1 pimentão vermelho, 2 dentes de alho, 1 colher (chá) de cominho
  • Batatas em cubos, caldo, banha ou óleo, sal

1. Doure a cebola na banha em fogo baixo até dourar bem (a base doce do prato).

2. Fora do fogo, junte a páprica e mexa rápido — páprica queima em segundos e amarga; por isso entra com a panela morna, nunca fervendo.

3. Volte ao fogo, sele a carne, junte tomate, pimentão, alho, cominho e caldo pra cobrir. Cozinhe lento 1h30-2h.

4. Adicione as batatas na última meia hora.

O erro fatal

Jogar páprica em gordura muito quente. Ela tem açúcares que caramelizam e queimam num instante, deixando o prato amargo. Panela fora do fogo, páprica, mexe, volta. Regra de ouro húngara.

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